sábado, 20 de agosto de 2011
Ceará registra recorde de transplantes entre janeiro e julho de 2011
O Ceará registrou um recorde de transplantes nos sete primeiros meses de 2011. Até a última sexta-feira (22) foram feitos 619 transplantes contra 516 procedimentos de janeiro ao dia 22 de julho de 2010. Entre os procedimentos destaca-se o primeiro transplante de pulmão das regiões Norte e Nordeste, feito no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes.
A superação dos números é registrada em diferentes órgãos transplantados. As 20 equipes transplantadoras existentes no Ceará realizaram, este ano, 146 transplantes de rim (138 no mesmo período de 2010), 358 de córnea (269 no ano passado), 12 de coração (11), 85 de fígado (64), 5 de pâncreas (4) e, ainda, 1 de esclera (12), 8 de medula óssea (10) e 3 de valva cardíaca (8).
Ranking nacional
O Ceará ocupa boas posições no ranking nacional de transplantes. No ano passado, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), foi o primeiro Estado do Nordeste e terceiro do país em transplantes de coração, com 16 procedimentos realizados. Ficou também em primeiro lugar no Nordeste e em segundo lugar no país em transplantes de fígado, realizando no ano passado 113 transplantes. Com o seis transplantes de pâncreas realizados em 2010, o Ceará ficou em primeiro lugar na região e em terceiro no Brasil. Os 232 transplantes de rim colocaram o Ceará mais uma vez em primeiro do Nordeste e em quinto do país.
Fonte: Globo
Notícia publicada em: 23/07/2011
Autor: G1 CE
As 10 perguntas mais frequentes sobre a doação de órgãos
1. É difícil ser um doador de órgãos?
Não. É muito fácil e não exige nenhuma burocracia. Basta
você conversar com os seus familiares e deixar bem claro a
sua vontade de doar os órgãos. Não há necessidade de deixar
nenhum documento assinado, pois os órgãos somente são
doados com a autorização expressa dos familiares.
2. Se no momento da minha morte os meus
familiares não assinarem o termo de doação
de órgãos, mesmo que eu tenha manifestado
em vida a minha vontade, o que acontecerá
com os meus órgãos?
Nada. Ninguém irá retirá-los, pois os seus familiares não concordaram
com a doação. Por este motivo, é muito importante que
os seus familiares diretos estejam bem esclarecidos da sua vontade.
Quando isto acontece, ela é sempre respeitada.
3. Qual a diferença entre morte encefálica e coma?
Quem está em coma pode doar órgãos?
A morte encefálica, comumente conhecida como morte cerebral,
representa a perda irreversível das funções vitais que mantêm
a vida, como perda da consciência e da capacidade de respirar,
o que significa que o individuo está morto. O coração
permanece batendo por pouco tempo e é neste período que os
órgãos podem ser utilizados para transplante.
O coma representa uma lesão cerebral grave, mas que pode
ser reversível e, portanto, o paciente não é doador de órgãos.
A morte encefálica também não deve ser confundida com o
estado vegetativo persistente, em que o paciente tem uma
lesão cerebral, permanece em coma por meses ou anos, mas
mantém a capacidade de respirar.
No entanto, se o indivíduo em coma ou em estado vegetativo
persistente evoluir para um quadro de morte encefálica, que é
irreversível, poderá se tornar um doador.
4. É muito difícil fazer o diagnóstico diferencial
entre morte encefálica e coma?
Não. Por meio de exame clínico é possível fazer o diagnóstico
de cada um deles. Esse é um processo frequente e muito
seguro no Brasil, que possui um dos protocolos de morte
encefálica mais rígidos do mundo. No nosso país, a
morte encefálica precisa ser confirmada por dois
médicos especialistas e por exames específicos, o
que torna o diagnóstico seguro.
5. Como os órgãos são distribuídos?
Existe uma fila dos receptores de órgãos?
Todo paciente que necessita de um transplante precisa
obrigatoriamente estar inscrito em uma Central
de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde distribuída pelos diferentes estados do Brasil. No registro são colocados os
dados do candidato ao transplante e, a partir de então, ele aguarda por um
órgão que seja compatível com as suas características.
As filas são controladas pelas Centrais de Transplantes de tal forma que os
critérios médicos e ordem de inscrição são totalmente respeitados. Portanto, a
fila de espera por um órgão não funciona unicamente por ordem de inscrição.
Primeiro, o órgão precisa ser compatível com o receptor. Depois é selecionado,
daqueles compatíveis, quem tem maior tempo de espera na lista. Para isto, se
conta com um programa de computador que faz a distribuição dos órgãos de
forma muito bem determinada.
6. Os órgãos podem ser vendidos? Quanto custa cada um deles?
Não! Qualquer manifestação de vender ou comprar órgãos é crime. Nenhum
transplante de órgãos é realizado no Brasil sem o conhecimento das Centrais de
Transplantes das Secretarias de Estado da Saúde, portanto esta possibilidade
não ocorre. Doação é um ato de livre e espontânea vontade e de amor ao próximo.
7. Notícias sobre pessoas que foram sequestradas e tiveram os
seus órgãos retirados têm fundamento?
Não. O transplante é uma operação muito delicada e realizada somente em Centro
Cirúrgico e em Hospitais Especializados. Os órgãos são distribuídos para
estes hospitais pelas Centrais de Transplantes. Portanto, estas notícias são
completamente infundadas e prestam total desserviço à população.
8. Quais os órgãos podem ser doados em vida e quais podem ser
doados após a morte?
A falta de doadores falecidos faz com que se utilize a doação intervivos. Nesse
caso, é possível doar um dos rins, que é o transplante intervivos mais comum.
Em situações especiais pode-se doar parte do fígado ou do pulmão.
Do doador falecido podem ser retirados para transplante: 2 córneas, 2 rins, 2
pulmões, fígado, coração, pâncreas, intestino, pele, ossos e tendões. Um único
doador pode salvar muitas vidas.
9. Todo indivíduo em morte encefálica é doador? Conheço
famílias que doaram, mas os órgãos não foram utilizados.
Isto é possível?
Sim. Há casos em que as famílias querem doar, concordam com a doação, mas os
órgãos não podem ser utilizados. Isso acontece se o doador for portador de doença
infecto-contagiosa, tiver permanecido por tempo prolongado em choque ou tiver
diagnóstico de câncer. Em situações raras, a distância entre o doador e o receptor
pode comprometer a qualidade de preservação do órgão.
Nestas situações, as famílias são comunicadas sobre o motivo da recusa
dos órgãos e não devem ficar aborrecidas, pois a vontade do doador foi
totalmente respeitada.
10. Como fica o corpo do doador após a retirada de múltiplos
órgãos? Fica muito deformado?
A retirada de órgãos é um procedimento cirúrgico muito delicado, que não
causa a mutilação do corpo. São retirados apenas os órgãos para ser transplantados,
como se fosse uma cirurgia de rotina, após a qual o corpo é liberado
aos familiares para o sepultamento.
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